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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

No banco do Dínamo, Dudu sonha com São Paulo e 'Menino de Ouro'

Ex-Cruzeiro é um dos 39 concorrentes ao prêmio 'Golden Boy', dado aos menores de 21 que atuam na Europa: 'Seria legal se o apelido pegasse'


Os tempos atuais sugerem a cor dourada. Depois de a Fifa e a France Football divulgarem a lista de 23 nomes para a Bola de Ouro, o jornal italiano "Tuttosport" nomeou os 39 concorrentes ao "Golden Boy" (Menino de Ouro em inglês). Como indica o nome, a premiação é dada ao melhor jogador de até 21 anos que atua no futebol europeu. Ainda que um pouco escondido, quase sem oportunidades no Dínamo de Kiev, da Ucrânia, o brasileiro Dudu é um dos candidatos.
- Seria de uma importância enorme na minha vida profissional. Só de estar concorrendo esse prêmio é algo grandioso, mas espero ficar entre os três finalistas. Apesar de estar concorrendo com grandes jogadores, seria legal se esse apelido de "menino de ouro" pegasse - brincou o ex-meia do Cruzeiro em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM. Além dele, o meia Philippe Coutinho, do Inter de Milão, é outro brasileiro - Mario Götze, vencedor da edição de 2011 pelo Borussia Dortmund, El Shaarawy, do Milan, e Marco Verratti, do Paris Saint-Germain, são três dos favoritos à premiação.
Dudu Dínamo de Kiev (Foto: Reprodução / Site Oficial)Dudu em treino no Dínamo de Kiev: poucas oportunidades reduzem chances no 'Golden Boy' (Site Oficial)
Campeão mundial sub-20 com a seleção brasileira na Colômbia, em 2011, Dudu tem também outros planos em curto prazo. Com apenas seis jogos no Campeonato Ucraniano e nenhum na charmosa e midiática Liga dos Campeões, ele sabe que suas chances estão reduzidas. Por isso, não vê com maus olhos um retorno ao Brasil. O São Paulo já avisou sobre o interesse - que por muito pouco não foi concretizado em uma contratação em julho.
Dudu Seleção Brasileira Sub-20 (Foto: Reprodução / Facebook)Dudu beija o troféu do Mundial Sub-20: meia teve
grande participação sob comando de Ney Franco
- Gostaria de voltar, sim. Ainda mais se fosse para um grande clube como o São Paulo. Seria um sonho a ser realizado, não só meu como da minha família e de todos os meus amigos são-paulinos. Lá em casa é dividido entre são-paulinos e flamenguistas. Também tenho vontade de morar em São Paulo, dizem que também é uma cidade maravilhosa (risos). Vamos ver como as coisas se saem daqui para frente - avisou.
Com Ney Franco no comando, é praticamente certo que o Tricolor Paulista fará nova oferta pelo jogador em janeiro, na reabertura da janela. O treinador é fã declarado do futebol do jogador de 20 anos, com quem trabalhou no Coritiba e também na seleção sub-20. O problema em julho foi a desistência de um grupo de investidores, que pagariam uma quantia próxima a € 5 milhões (R$ 12 milhões na época) pelos direitos de Dudu.
Se o relacionamento com Ney Franco é dos melhores, o mesmo Dudu não pode dizer de Oleg Blokhin. Ex-técnico da seleção ucraniana, ele assumiu o Dínamo de Kiev em setembro e parece não enxergar no brasileiro um grande potencial.
- Isso é o que complica mais para mim. Se eu estivesse jogando mais aqui poderia estar mais forte na disputa (pelo "Golden Boy"). Na Champions eu fiquei no banco e só em um jogo, não tivesse o gostinho de ouvir o hino, entrar em campo. Não sei se ele não curte os sul-americanos, sei que nunca me deu oportunidade - encerrou.
Philippe Coutinho Dudu gol Brasil x Panamá sub-20 (Foto: AP)Philippe Coutinho e Dudu: brasileiros concorrem ao 'Golden Boy 2012' (Foto: AP)

sábado, 30 de abril de 2011

Após rápidas mudanças no início da carreira, meia controla ansiedade, curte sucesso no Shakhtar e monta coleção de camisas de adversários

Cotado para jogar em grande europeu, Willian relaxa e diz que sabe esperar


Shakhtar  Donetsk Willian (Foto: Rafael Maranhão/Globoesporte.com) Willian e a esposa Vanessa mostram uma camisa
trocada com Dani Alves (Foto: Rafael Maranhão)
Em apenas nove meses, Willian Borges da Silva estreou como profissional no Corinthians, virou titular, jogador mais importante do time e foi embora do Brasil no fim de 2007. Na Ucrânia, foi campeão três vezes nas duas primeiras temporadas, inclusive do maior título da história do Shakhtar Donetsk, a Copa da Uefa de 2009. Tinha apenas 20 anos e achava que dali partiria para um passo ainda maior na carreira. Dois anos depois, continua no mesmo lugar. Para quem viu a carreira decolar tão depressa, difícil foi aprender a esperar.
- Antes, eu era muito ansioso. Olhava os jogadores indo para outros clubes, via meus companheiros de equipe sendo chamados para a seleção brasileira e pensava: "Será que a minha vez não vai chegar nunca?". Mas aprendi que tudo tem seu tempo. Hoje estou bem mais tranquilo. Sigo trabalhando sem pensar muito nisso. Sei que as coisas vão acontecer quando tiverem que acontecer - disse o meia.
Não será surpresa caso elas aconteçam ao fim desta temporada. As boas atuações puseram o nome de Willian como possível reforço de uma série de grandes clubes europeus, como Manchester United e Barcelona. Chelsea e Liverpool foram os mais recentes da lista de especulações, após a brilhante performance do meia no 3 a 0 em casa sobre o Roma, em março, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões.
Sair de Donetsk, porém, não é tarefa das mais fáceis. Graças aos bilhões do dono, o oligarca ucraniano Rinat Akhmetov, o Shakhtar não precisa vender jogador para botar as contas em dia e costuma manter os atletas até o fim do contrato. Por causa disso, alguns brasileiros como o lateral Ilsinho acabaram deixando o clube em lítigio. O vínculo de Willian com a equipe ucraniana vai até 2014. Neste domingo, ele pode se sagrar campeão ucraniano mais uma vez, com três rodadas de antecedência, se o Shakhtar não perder o clássico contra o Dínamo em Kiev.
- Eu fico feliz pelos elogios, por ver meu nome sendo valorizado e comentado como reforço de grandes clubes. Mas, até agora, não houve nada de concreto. Por isso, prefiro continuar concentrado no meu trabalho. Estamos perto de conquistar mais um importante título - afirmou.
Por enquanto, as camisas de clubes como Arsenal e Barcelona são apenas parte do acervo que o colecionador Willian vai cuidadosamente reunindo na bela casa onde vive em Donetsk. A do time catalão foi a aquisição mais recente, trocada com o lateral Daniel Alves, com quem travou duelos nos confrontos pelas quartas de final da Liga dos Campeões.
- Se essa camisa cai bem em mim? Claro, quem é que não gostaria de jogar num clube como este? Acho que cai bem em qualquer um - diz Willian, sorrindo, enquanto segura a camisa de Daniel Alves com ajuda da namorada Vanessa.
Para o meia, as duas derrotas para o Barcelona foram duras mas serviram de aprendizado para uma jovem equipe que nunca havia chegado tão longe no torneio mais importante do futebol europeu. É em partidas como estas que Willian tem a chance de comparar seu futebol com o dos jogadores dos clubes onde espera chegar em breve, como dois espanhóis de quem é fã confesso.
- Para mim, Xavi e Iniesta são os melhores meias do mundo. Sem eles, o Messi não seria o que é. O Xavi é incrível. Você acha que ele está cercado, mas sempre encontra uma solução, um passe perfeito. Cometemos muitos erros contra o Barcelona, não aproveitamos nossas chances e acabamos pagando no 5 a 1 do primeiro jogo. Mas, ainda assim, valeu. Sabíamos que seria muito difícil. É um timaço - afirmou.
Zapeando
Em Donetsk, Willian devora futebol pela TV. Controle remoto na mão, vai passando pelos canais exibindo partidas de ligas em que talvez esteja atuando no futuro. Mas quando começa um jogo do Corinthians, ele para tudo. Willian deixou o clube no mês em que completou 19 anos, no meio da temporada em que o time acabaria rebaixado para a Série B. O então treinador Paulo César Carpegiani disse que sua ausência dificilmente seria superada. Não imaginava o quanto. Hoje, o meia já não sofre tanto vendo o ex-clube. Mais difícil é aturar a torcida adversária dentro de casa.
- A Vanessa é são-paulina, seca muito nos jogos do Corinthians. Mas não adianta - brinca o jogador, ao lado da namorada.

domingo, 12 de setembro de 2010

Fernandinho não se abate com lesão: ‘Volto em no máximo três meses’

Meia do Shakhtar e da Seleção Brasileira tem fratura na tíbia confirmada, mas tempo de recuperação é menor do que o esperado: ‘Vai passar rápido’

Fernandinho vivia a melhor fase de sua carreira até a última sexta-feira. Convocado por Mano Menezes e autor de um dos gols no amistoso Seleção Brasileira durante a semana de treinos em Barcelona, o meia brasileiro sofreu grave lesão na derrota do Shakhtar para o Obolon. A suspeita de fratura na tíbia na perna direita foi confirmada neste sábado, após exames mais detalhados, mas o jogador está longe de se abater.
Fernandinho do ShakhtarFernandinho é retirado de campo logo após sofrer grave lesão: confiança (Reprodução / site oficial Shakhtar)
Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Fernandinho mostrou-se otimista em relação à sua recuperação. As previsões iniciais do técnico Mircea Lucescu eram de que o meia ficasse afastado até o fim da época, mas os exames apontaram no máximo três meses de molho.
– Ontem mesmo eu já fui ao hospital e vi que era uma fratura. O técnico disse aquilo por estar com a cabeça quente por ter perdido o jogo, mas hoje conversei com os médicos e estou otimista. Volto em dois meses, dois meses e meio, no máximo três. É um tempo considerado longo, mas terei que ter paciência – disse.
– Essas coisas acontecem para nos provar cada vez mais. Sei que tem muita coisa boa reservada para mim lá na frente. Isso aqui é só uma etapa que vai ser superada com muita fé e carinho dos amigos e familia. Vai passar bem rapido – completou.
Fernandinho Lesão ShakhtarSite oficial do Shakhtar confirma fratura na tíbia
A lesão não só afastará Fernandinho dos jogos do Shakhtar na Liga dos Campeões e Campeonato Ucraniano, como também acaba com as chances de disputar os últimos amistosos da Seleção Brasileira no ano (um deles contra a Argentina).
– O importante é continuar fazendo um bom trabalho como vinha fazendo. Estava numa forma excelente, fase excepcional, tanto na Ucrânia quanto no período de treinos com a Seleção. Agora só posso focar mesmo na recuperação, fazer fisioterapia, e voltar ainda com mais motivação para reconquistar tudo – afirmou.
Para agilizar a recuperação, Fernandinho pretende voltar ao Brasil. A decisão será anunciada nos próximos dias após reunião com os dirigentes e departamento médico do clube ucraniano.
– Minha intenção sem dúvida é ir para o Brasil, onde a medicina esportiva está muito avançada em relação aos outros países. O lado familiar e a questão do clima também são fatores determinantes – contou.